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Vou não! Quero Não! Posso Não! (Minha Mulher não deixa)

Fantástico!

Um dos melhores vídeos que já vi na vida! Sympathy For The Devil do Godard é um reles clipe de MTV na frente dessa grande produção. A trilha sonora então é primorosa. Adicionarei aos meus vídeos favoritos.

Merece, portanto, algum comentário a seqüência textual do refrão "Vou não, posso não, quero não. Minha mulher não deixa, não". Vejamos que a linha sintagmática é um verdadeiro achado da língua portuguesa. A sequência de nasais junto com as repetidas negativas, a dicotomia significante/significado perfeitamente ajustadas, criam um clima de uma certa aporia sufocada. Algo muito semelhante ao "José" de Drummond. Sendo que a aporia em Drummond do poema citado sugere a individualização do universal do personagem central do poema, José. No entanto, na mesma órbita conceitual, mas diferentemente do poema de Drummond, a letra dessa pérola textual do cancioneiro popular faz justamente o sentido contrário, universaliza o individual na condição do conjuge que, impedido de dar vazão ao dionisíaco e satírico da condição humana mesmo na dimensão mais microcósmica das relações domésticas, nega constamente ao convite dos amigos de realizar um simples convescote vespertino.

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